01 - CAMPUS MARINGÁ 3. TESES E DISSERTAÇÕES PROMOÇÃO DA SAÚDE
Use este identificador para citar ou linkar para este item: http://rdu.unicesumar.edu.br/handle/123456789/966
Tipo: Dissertação
Título: Uso de plantas medicinais, capacidade cognitiva, estilo e qualidade de vida de idosos usuários da atenção primária
Autor(es): SZERWIESKI, Laura Ligiana Dias
Primeiro Orientador: CORTEZ, Lúcia Elaine Ranieri
metadata.dc.contributor.advisor-co1: BENNERMANN, Rose Mari
Abstract: O panorama demográfico mundial destaca que atualmente tem ocorrido o envelhecimento populacional e isso tem repercutido na busca pela qualidade de vida à medida que se envelhece. O processo de envelhecimento é permeado por diversas mudanças que acometem o ser humano em sua integralidade, como alterações biológicas, psicológicas e comportamentais, que comprometem a autonomia, realização de atividades e participação social. Alcançar a qualidade de vida, manter um estilo de vida saudável e retardar o comprometimento cognitivo durante o envelhecimento tem sido um desafio. Além disso, tornou-se necessário conhecer o ser que está envelhecendo em todas as dimensões, verificando os costumes que possuem, os hábitos de vida, se fazem uso de plantas medicinais se conhecem os efeitos adversos que as mesmas podem causar e casos de toxicidade. Buscando preencher a lacuna existente, este estudo teve como objetivo verificar o uso de plantas medicinais, capacidade cognitiva, estilo e qualidade de vida dos idosos usuários da atenção primária. Foi desenvolvido um estudo transversal, correlacional, analítico e descritivo, com abordagem quantitativa, com idosos residentes do meio urbano, cadastrados no sistema E-SUS e atendidos pelas Unidades Básicas de Saúde de um município na região oeste do Paraná, que aceitaram participar do estudo. Os idosos foram identificados a partir dos dados cadastrais, seguido de um cálculo amostral, sendo definido que na Unidade Central seria por sorteio aleatório e nas Unidades periféricas seria uma amostra por conveniência. A amostra foi constituída por 252 idosos, a coleta de dados foi realizada pela pesquisadora principal, que se dirigiu aos domicílios, apresentando os objetivos da pesquisa e convite para participar, em caso de aceite seguiu-se as normativas éticas e foi aplicado um questionário semiestruturado contendo: características sociodemográficas (sexo, idade, escolaridade, estado civil, atividade econômica, classe social), uso de plantas medicinais (uso, local de aquisição, indicação, frequência, toxicidade, motivo de uso e modo de preparo), capacidade cognitiva, estilo e qualidade de vida. As variáveis categóricas foram analisadas por meio de tabelas de frequências simples e cruzadas. A associação entre as categorias foi verificada por meio do teste Qui-quadrado ou Teste Exato de Fisher. A diferença entre grupos foi testada utilizando-se o Teste não-paramétrico de Wilcoxon. Os resultados evidenciaram o predomínio do sexo feminino, com média de idade de 70 anos, analfabetos ou com baixa escolaridade, renda mensal de até um salário mínimo, inatividade econômica, e classe econômica D-E. Com relação ao uso de plantas medicinais, pode ser observado que mais de 70% dos idosos fazem uso de plantas que são adquiridas nos quintais e hortas, as mais citadas foram à hortelã, cidreira, boldo, alecrim, utilizam porque é “melhor para curar”, “gosta mais”, “não faz mal”, porém alguns idosos referem não fazer uso devido contra-indicação médica, e não indicam a outros por receio de causar malefício. Ao ser avaliado a função cognitiva dos idosos destacase o fato de que apresentaram baixos escores no Mini Exame do Estado Mental, refletindo assim déficit cognitivo em 68% dos entrevistados. Ao ser observado a presença de declínio cognitivo por Unidade de Saúde, verificou-se que a ausência de declínio cognitivo é maior nas unidades periféricas, enquanto que na Unidade Central a presença de declínio é mais expressiva, sendo estatisticamente significativo entre ambas. Quando considerado o estilo e a qualidade de vida dos idosos, ocorreu associação significativa entre a Unidade de Saúde central e as periféricas, em que os idosos do centro possuem um estilo de vida melhor. Em relação à qualidade de vida os idosos apresentaram boa percepção sobre os domínios físico, psicológico, relações sociais e meio ambiente, sendo que as Unidades periféricas apresentaram melhores pontuações. Após análise dos dados, os resultados foram apresentados aos idosos no “Dia da Promoção da Saúde e da qualidade de vida”, despertando assim o empoderamento, a autonomia e o desejo de viver a vida plenamente. Este estudo foi capaz de traçar um perfil dos idosos do município de Itaipulândia desvelando a vivência em sociedade, seus costumes, culturas e estigmas, além disso, fornece subsídios para a realização de novas pesquisas que podem avaliar as fragilidades causadas pela velhice e as estratégias de enfrentamento, despertando o interesse sobre este público seleto que está envelhecendo e favorecendo a realização de futuras ações voltadas a promoção da saúde.
Palavras-chave: Envelhecimento
Plantas Medicinais
Cognição
Estilo de vida
Qualidade de vida
Idioma: por
País: Brasil
Editor: UNIVERSIDADE CESUMAR
Sigla da Instituição: UNICESUMAR
Tipo de Acesso: Acesso Aberto
URI: http://rdu.unicesumar.edu.br/handle/123456789/966
Data do documento: 30-Dez-2016
Aparece nas coleções:PROMOÇÃO DA SAÚDE

Arquivos associados a este item:
Arquivo Descrição TamanhoFormato 
LAURA LIGIANA DIAS SZERWIESKI.pdfDissertação1.53 MBAdobe PDFThumbnail
Visualizar/Abrir


Os itens no repositório estão protegidos por copyright, com todos os direitos reservados, salvo quando é indicado o contrário.