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http://rdu.unicesumar.edu.br/handle/123456789/11557
Tipo: | Artigo de Evento |
Título: | IMUNOTERAPIA: TERAPÊUTICA INOVADORA NO TRATAMENTO DO CÂNCER DE MAMA |
Autor(es): | Vessoni, Gabriella Vitória Taborda Tafarelo, Nicole Fanelli Besson, Jean Carlos Fernando |
Resumo: | O câncer de mama é uma doença com alta variabilidade em sua apresentação e resposta ao tratamento, sendo influenciado pela presença de receptores hormonais e outros marcadores biológicos. A quimioterapia, apesar de eficaz, acarreta efeitos colaterais significativos devido à sua ação sistêmica, enquanto a imunoterapia oferece uma abordagem mais direcionada ao estimular o sistema imunológico do paciente para combater as células cancerosas. Essa terapia reflete avanços importantes no manejo do câncer de mama, buscando melhorar tanto a eficácia quanto a qualidade de vida dos pacientes. Objetivo: O objetivo principal do trabalho é identificar os benefícios do uso da imunoterapia em mulheres com câncer de mama, bem como definir as classificações dos subtipos de câncer de mama, associando as suas principais características e grau de malignidade, expor as diferenças entre as terapêuticas voltadas ao câncer de mama e explicar o mecanismo de ação dos imunoterápicos no organismo dos usuários. Metodologia: O presente projeto se propõe a ser uma pesquisa qualitativa, do tipo exploratória, com pesquisa bibliográfica e documental ou de dados secundários. Sendo assim, Para tanto, o estudo exploratório será feito a partir de pesquisa bibliográfica, por meio de bancos de dados de referência na área, como Science Direct, Lilacs, Revista Nature e PubMed. O levantamento de dados se utilizará de descritores como “câncer de mama”, “imunoterapia” e “tratamentos para o câncer de mama”, em publicações de 2010 a 2024. Com os artigos científicos resultantes do levantamento feito, em periódicos de alto fator de impacto, propõe-se suas leituras, para identificar, caracterizar e estudar a imunoterapia, aplicando-a ao tratamento do câncer de mama como uma terapêutica eficaz e com o menor número de efeitos colaterais aos pacientes. Resultados: A imunoterapia desempenha um papel crucial ao identificar antígenos tumorais ideais, permitindo o desenvolvimento de biomarcadores que, combinados com quimioterapias, podem melhorar a resposta terapêutica e reduzir os efeitos colaterais adversos, como a nefrotoxicidade e a hepatotoxicidade que por mais que sejam reversíveis com a interrupção temporária do tratamento, como a quimioterapia é realizada em ciclos, esses efeitos adversos acabam sobressaindo sobre os efeitos curativos. A combinação de diferentes mecanismos antitumorais simultaneamente é essencial para alcançar uma resposta eficaz máxima na prática clínica. É fundamental utilizar de forma racional os recursos da genética, biotecnologia e ensaios clínicos para promover novas terapias e estratégias eficazes no tratamento do câncer de mama. Atualmente, há vários tipos de imunoterapia e a sua classificação varia conforme sua atuação no organismo ou medicamentos utilizados, ao ser levado em consideração sua forma de atuação, pode ser classificada como ativa ou passiva, e específica e inespecífica. Dessa forma é possível compreender a atuação de cada subtipo de imunoterapia no tratamento do câncer de mama, sendo as principais e mais utilizadas atualmente, as vacinas antitumorais que são projetadas para induzir imunorreatividade específica do tumor; os anticorpos monoclonais, os quais impedem que os “pontos de verificação” sejam bloqueados por meio da sua reação contra antígenos específicos de células cancerígenas e as citocinas que são agentes imunomoduladores inespecíficos que irão estimular e potencializar a resposta imune. Imunoterapias direcionadas ao tipo HER-2, como o transtuzumabe, demonstram aumentar significativamente a sobrevida e são recomendadas como primeira linha no câncer de mama metastático e em estágios iniciais. O transtuzumabe, um anticorpo monoclonal amplamente utilizado, mostrou resultados benéficos em termos de cura e melhora da expectativa de vida em comparação às terapias tradicionais. O uso adjuvante deste imunoterápico no tratamento do câncer de mama tem sido eficaz, com autorização de uso pelo Sistema Único de Saúde. Considerações Finais: A imunoterapia tem desempenhado um papel inovador e fundamental no tratamento do câncer de mama, visto que emprega como mecanismo de ação o condicionamento do sistema imunológico do próprio paciente para que ele reconheça e combata as células tumorais mais especificamente. Com isso, os imunoterápicos apresentam menores efeitos colaterais, uma vez que não possuem efeito sistêmico atingindo tanto células cancerosas quanto saudáveis, como os quimioterápicos. Dessa maneira, as pesquisas contínuas sobre os imunoterápicos e sua aplicação no tratamento, são fundamentais para desenvolver terapias mais modernas, eficientes e com menos efeitos adversos, oferecendo esperança de prolongar a vida dos pacientes e alcançar sucesso no combate ao câncer. |
Palavras-chave: | Câncer de mama Terapêutica avançada Imunoterapia |
Idioma: | por |
País: | Brasil |
Editor: | UNIVERSIDADE CESUMAR |
Sigla da Instituição: | UNICESUMAR |
Tipo de Acesso: | Acesso Aberto |
URI: | http://rdu.unicesumar.edu.br/handle/123456789/11557 |
Data do documento: | 5-Fev-2025 |
Aparece nas coleções: | XII Mostra Interna de Trabalhos de Iniciação Científica e V Mostra Interna de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação |
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Arquivo | Descrição | Tamanho | Formato | |
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899953.pdf | Trabalho apresentado na XII Mostra Interna de Iniciação Científica e V Mostra Interna de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (28 a 31 de outubro de 2024) | 117.05 kB | Adobe PDF | ![]() Visualizar/Abrir |
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