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http://rdu.unicesumar.edu.br/handle/123456789/11405
Tipo: | Artigo de Evento |
Título: | CONTROLE DE BREVICORYNE BRASSICAE EM COUVE |
Autor(es): | Vaz, Carlos Gabriel Ferreira Cavalheiro, Valderi |
Resumo: | O grupo das hortaliças folhosas compreende plantas cujas partes comestíveis são as folhas, os talos tenros e as flores ou inflorescências. Dentro da família Brassicaceae (Cruciferae) diversas apresentam essas características, considerando a ampla variedade de espécies e tipos dentro da família Brassicaceae, é natural que haja uma diversidade de pragas associadas a essas culturas de vegetais. Destacam-se entre essas pragas o pulgão-da-couve Brevicoryne brassicae, o pulgão-verde Myzus persicae e o pulgão-do-nabo Lipaphis erysimi. O pulgão-da couve, Brevicoryne brassicae, recebe seu nome genérico devido ao comprimento relativamente curto de seus sifúnculos, em comparação com outras espécies de afídeos, exceto o pulgão-do-nabo, Lipaphis erysimi. Esses pequenos sifúnculos e a cobertura cerosa no corpo de B. brassicae são características distintivas que o diferenciam das demais espécies que infestam plantas da família Brassicaceae, incluindo L. erysimi, que não possui essa cobertura cerosa. A reprodução do pulgão da-couve pode ocorrer de duas maneiras distintas. Em regiões de climas quentes, as fêmeas adultas têm a capacidade de gerar ninfas fêmeas sem a necessidade de acasalamento, através do processo conhecido como partenogênese telítoca, no entanto, em regiões de clima temperado, durante o outono, o modo de reprodução desses pulgões sofre uma mudança, os indivíduos machos também são produzidos, permitindo assim o acasalamento. Posteriormente, as fêmeas depositam seus ovos, os quais têm a capacidade de resistir às baixas temperaturas do inverno. A sucção contínua de seiva pelos pulgões resulta no amarelecimento e deformação das folhas das plantas hospedeiras. Plantas fortemente afetadas podem sofrer atraso em seu desenvolvimento, seguido de envelhecimento prematuro e queda das folhas, levando eventualmente à morte da planta. Esses insetos podem atacar as plantas de brássicas ao longo de toda a estação de cultivo. Devido aos danos causados e à capacidade de serem vetores de pelo menos 20 espécies de vírus que afetam as brássicas, esses afídeos são considerados pragas agrícolas de grande importância. Os pulgões sem asas são particularmente eficazes na transmissão desses vírus. Uma das primeiras medidas utilizadas pelos agricultores para proteger as plantas dos pulgões e de outras pragas é a utilização de inseticidas. Devido a freqüência dessas aplicações, a maioria de inimigos naturais são eliminados. O nim reduz a população de várias espécies de afídeos em culturas, ocasionando alta mortalidade e decréscimo na fecundidade e inibindo o crescimento populacional. Extratos de nim são geralmente seguros para organismos benéficos, como abelhas, predadores e parasitóides, para mamíferos e o meio ambiente. Objetivo: Avaliar a eficácia de produtos comerciais à base de nim (Azamax®) e inseticidas sistêmicos (Actara 250 WG®) no controle da incidência de Brevicoryne brassicae, com foco na redução populacional e na sua influência sobre a biologia da praga em condições de campo. Metodologia: Criação de pulgões e obtenção de ninfas neonatas para experimentação. A criação de B. brassicae será iniciada com pulgões coletados em cultura de couve, localizada no CAAR (Colégio Agrícola Augusto Ribas da UEPG), sendo posteriormente transferidos para plantas de couve da cultivar Manteiga mantidas em vasos de de 5,0 L, contendo como substrato 3 partes de solo, 1 parte de areia, 1 parte de esterco e 0,5 parte de vermiculita. A criação será mantida em casa de vegetação, revestida por tela anti-afídeo, para evitar a infestação de outras espécies de pulgões e inimigos naturais. Para a obtenção de ninfas neonatas serão coletadas fêmeas ápteras de B. brassicae da criação, selecionadas ao acaso, e transferidas para discos foliares de couve com 5,0 cm de diâmetro, conservados sobre ágar a 1% em placas de Petri por um período de 24 horas, sendo obtidas desta forma, ninfas neonatas para serem utilizadas nos experimentos. As folhas de couve utilizadas nos experimentos serão obtidas de plantas cultivadas em campo com adubação recomendada para a cultura e sempre que necessário serão efetuadas capinas manuais e irrigação. Obtenção dos produtos à base de nim (Azadirachta indica) e inseticidas comerciais. Serão utilizados o produto comercial à base de nim (A. indica), Azamax® contendo 12 g/L de azadiractina e o inseticida Actara 250 WG®. Avaliação sistêmica dos produtos comerciais à base de nim Azamax® e o inseticida sistêmico Actara 250 WG® em campo. Para a avaliação sistêmica sobre a incidência de B. brassicae em campo, as aplicações dos produtos à base de nim Azamax® e Actara 250 WG® terão início quando observar início da infestação da praga. Serão feitas 3 aplicações sequenciais espaçadas de 7 dias. Para o produto Actara 250 WG® serão aplicados 300 g/ha em esguicho no solo e 300 mL de Azamax®, serão confinadas 10 ninfas (neonatas e de quarto ínstar) com o auxílio de um pincel de pêlo macio número zero sobre a superfície da folha mediana de cada planta. Os pulgões ficarão confinados em gaiolas de acrílico com diâmetro de 5 cm contendo tela de nylon (voile) na parte superior das gaiolas, o que permite aeração do sistema. O ciclo de vida e a reprodução do pulgão B. brassicae serão avaliados em plantas de couve em condições de campo. O experimento será conduzido em campo, em delineamento em blocos inteiramente casualizados, com 4 repetições. Cada parcela experimental será constituída por 10 gaiolas de plástico. Na parte superior das gaiolas haverá uma abertura recoberta com tela de nylon (voile), o que permitirá aeração do sistema. Os pulgões serão observados, diariamente, para determinar o tempo de desenvolvimento na fase imatura (período pré-reprodutivo), o período reprodutivo e a quantidade média e acumulada de prole de cada indivíduo, além da longevidade e da sobrevivência. Resultados Esperados: Espera-se obter informações relevantes sobre o efeito de produtos à base de nim e inseticidas sistêmicos que diminuam a incidência do dano causado as plantas pelo Brevicoryne brassicae (pulgão-da-couve). Neste sentido, espera-se padronizar doses realmente assertivas para o controle da praga, sem atingir meios secundários, causando danos em diferentes culturas ou meio ambiente. |
Palavras-chave: | Pulgão-da-couve Inseticidas Sistêmicos Nim Bioquímicos Resistência varietal |
Idioma: | por |
País: | Brasil |
Editor: | UNIVERSIDADE CESUMAR |
Sigla da Instituição: | UNICESUMAR |
Tipo de Acesso: | Acesso Aberto |
URI: | http://rdu.unicesumar.edu.br/handle/123456789/11405 |
Data do documento: | 30-Jan-2025 |
Aparece nas coleções: | XII Mostra Interna de Trabalhos de Iniciação Científica e V Mostra Interna de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação |
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Arquivo | Descrição | Tamanho | Formato | |
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905588.pdf | Trabalho apresentado na XII Mostra Interna de Iniciação Científica e V Mostra Interna de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (28 a 31 de outubro de 2024) | 72.26 kB | Adobe PDF | ![]() Visualizar/Abrir |
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