EVENTOS Mostra Interna de Trabalhos de Iniciação Científica XII Mostra Interna de Trabalhos de Iniciação Científica e V Mostra Interna de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação
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Tipo: Artigo de Evento
Título: TENDÊNCIA DA MORTALIDADE POR MALFORMAÇÕES CONGÊNITAS CARDIOVASCULARES: ENFOQUE NA COMUNICAÇÃO INTERVENTRICULAR E SUAS DISPARIDADES REGIONAIS
Autor(es): Neves, Poliana Lima da Silva
Finati, Mateus Gorla
Tomaz, Adriana Cunha Vargas
Resumo: As cardiopatias congênitas compreendem o tipo de anormalidade congênita mais comum entre os recém-nascidos, sendo a comunicação interventricular a mais incidente. A comunicação interventricular pode acarretar diversas alterações no fluxo cardíaco, levando desde alterações mais brandas, em que o paciente terá um sopro e não apresentará sintomas mais graves, até shunts (vazamentos) da esquerda para a direita, causando a hipertensão pulmonar. Levando em consideração que a comunicação interventricular é a terceira malformação que mais mata na infância e ainda permanecem como a terceira causa de óbito no período neonatal, é essencial relatar os fatores epidemiológicos e sociais a respeito dos pacientes acometidos pela malformação, assim como as condições biológicas que tanto a mãe quanto o concepto possuem. A discussão e abordagem da mortalidade infantil da doença em território brasileiro e as variáveis sociais e biológicas, com base na estratificação da população e das regiões do Brasil, permitem a interpretação dos condicionantes de saúde e os fatores que mais influenciam o óbito infantil. Este conhecimento é vital para que tanto os profissionais da saúde, quanto a ciência brasileira, conheça o perfil da população acometida e os óbitos infantis, assim como, principalmente, se há e quais são as variáveis que acarretam um aumento das chances da expressão e incidência da doença na população neonato. Objetivo: Investigar as principais variáveis encontradas na mãe e no concepto, envolvidas na mortalidade infantil em casos de malformações cardiovasculares, com foco na comunicação interventricular, utilizando os dados disponíveis no DATASUS e determinar a significância de cada uma delas. Metodologia: Estudo de caráter epidemiológico de série temporal da mortalidade em casos de crianças com malformações congênitas dos septos cardíacos (Q21), com enfoque na comunicação interventricular, levando em consideração a Classificação Internacional de Doenças (CID-10). A pesquisa utilizará dados no período entre 2013 a 2022 de gestantes que apresentaram filhos com malformação congênita cardiovascular, sendo as variáveis: sexo, peso ao nascer, cor/raça, idade da mãe e duração da gestação, extraídas da base de dados Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde do Brasil (DATASUS TABNET), sendo essas informações separadas e distribuídas em tabelas, onde será consolidado o Brasil por região e unidades. A pesquisa utilizará uma ferramenta estatística “ANOVA” para determinar o grau de significância com valor de p < 0,05, utilizando o programa Excel Microsoft 365. Além disso, serão construídos mapas e gráficos utilizando a ferramenta MapChart e Excel Microsoft 365, respectivamente. A pesquisa levará em torno de 8 meses para sua finalização e tendo 4 etapas, sendo elas: Projeto; Coleta de Dados; Resultados; Discussão e Conclusão, com tempo de 2 meses para cada uma. A pesquisa conta com 2 participantes e 1 orientador e segue os procedimentos éticos de acordo com o Conselho Nacional de Saúde (CNS) do Brasil, resolução 466/2012, os achados coletados se encontram em uma base de dados pública (htttp:datasus.saude.gov.br/). Resultados Esperados: Considerando as disparidades populacionais entre as regiões do Brasil, o resultado esperado mais provável será que a quantidade de óbitos siga uma relação proporcional com o número populacional de cada região e estado, levando em consideração a Região Sudeste, a mais populosa do Brasil, os casos de óbitos infantis deverão se concentrar nessa região, contudo, as variáveis socioeconômicas dessa região devem ser levadas em consideração, principalmente quando comparadas com outras regiões do Brasil, isso por que, além de ser a região mais populosa, também é a que possui melhores condições na infraestrutura para diagnóstico das complicações que levaram ao óbito. Além disso, não dispensamos a ideia da possibilidade que a idade da mãe ser uma variável com significância importante, podemos relacionar isso com as extremidades de idade, ou seja, mães muito idosas, pois apresentam uma taxa de mutação aumentada nos seus óvulos e ser o final da sua vida reprodutiva e mães jovens, pois, normalmente, apresentam uma estrutura familiar e uma rede de apoio comprometida, aumentando o estresse e influenciando os hábitos de vida da jovem. A relação cor/raça também é uma variável que apresenta provável significância, principalmente levando em consideração a população negra e parda, descrita pela literatura como os que mais sofrem de alterações cardiovasculares. Por fim, acreditamos que a duração da gestação também influenciará nos óbitos relacionados com a comunicação interventricular, isso porque, o desenvolvimento embrionário, ao longo das 38 semanas de gestação, tem papel indicativo para o parto de uma criança com pleno desenvolvimento dos órgãos internos, sendo assim, acreditamos que essa variável estará diretamente relacionada com os óbitos em conceptos com a malformação congênita.
Palavras-chave: Cardiopatia Congênita
Comunicação Interventricular
Malformação Cardiovascular
Epidemiologia
Idioma: por
País: Brasil
Editor: UNIVERSIDADE CESUMAR
Sigla da Instituição: UNICESUMAR
Tipo de Acesso: Acesso Aberto
URI: http://rdu.unicesumar.edu.br/handle/123456789/11799
Data do documento: 25-Mar-2025
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